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Filme Homenageado Atual:
The Hobbit: An Unexpected Journey
(2012)
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segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A Vida Imita a Arte - Infelizmente!

Olá Cinedicanos!

Hoje trouxe para vocês uma coisa inútil, mas curiosa. hehe Como diz o ditado: "a vida imita a arte". No cinema não é diferente, e infelizmente, as vezes imita mesmo de forma cruel e bizarra. O site cracked.com divulgou uma lista de 5 filmes que previram tragédias e eventos na vida real. Vou contar então pra vocês quais foram os filmes, e os fatos no mínimo, estranhos!



FILME: Mera coincidência (Wag the Dog) - 1997 - até o título colaborou nessa!

SINOPSE: Na trama o presidente dos Estados Unidos, ha poucos dias antes da eleição, se vê envolvido em um escândalo sexual e, diante deste quadro, não vê muita chance de ser reeleito. Assim, um dos seus assessores entra em contato com um produtor de Hollywood para que este "invente" uma guerra na Albânia, na qual o presidente poderia ajudar a terminar, além de desviar a atenção pública para outro fato bem mais apropriado para interesses eleitoreiros. Com Dustin Hoffman, Robert De Niro, Denis Leary, Anne Heche, Kirsten Dunst e Woody Harrelson. Uma elenco de peso, mas o filme foi praticamente deixado de lado.

FATOS: Após o início da produção deste filme, mas ainda antes do lançamento nos cinemas norte-americanos, o até então presidente Bill Clinton se envolveu em um escândalo sexual com sua secretária, Monica Lewinski. Em agosto de 1998, Clinton finalmente assumiu ao mundo o que tinha feito festinha na Casa Branca. Três dias depois tratou de ordenar um bombardeio no Afeganistão como medida preventiva contra ataques terroristas. A ação empurrou o escândalo para fora dos noticiários, com a força que só uma guerra consegue. Mera coincidência?




FILME: Chinatown - 1974 

SINOPSE: Los Angeles, 1937. J.J. Gittes (Jack Nicholson), um detetive particular, recebe a visita de uma mulher que deseja contratá-lo, pois acredita que seu marido, o engenheiro-chefe do Departamento de Águas e Energia, tem um caso. Porém, Gittes logo descobre que sua cliente na verdade era uma farsante, mas a verdadeira Evelyn Mulwray (Faye Dunaway) o encontra. Um dos maiores segredos de Chinatown, revelado pelo investigador Jake é que a personagem de Faye Dunaway foi estuprada pelo pai e deu a luz a uma criança, que foi criada como sua irmã.

FATOS: Após o lançamento do filme, um jornalista da revista Time estava pesquisando sobre a vida de Nicholson para publicar um perfil elaborado sobre ele e descobriu que os pais do ator eram, na verdade, seus avós, e sua irmã era sua mãe. A confusão toda aconteceu porque a mãe de Jack Nicholson era bailarina quando ficou grávida. O pai não quis assumir a criança e sumiu, por isso, e para que a mãe pudesse continuar com sua carreira, os avós do ator assumiram a criação e esconderam tudo embaixo do tapete. Até o jornalista descobrir tudo e contar pra Nicholson. Chocante! 
Há também uma cena de briga em que Nicholson tem o nariz cortado. A cena foi tão difícil e desgastante de ser filmada que alguns atores já pediam que cortassem fora mesmo o nariz dele! (Claro que não o fizeram, mas eu ri.) 





FILME: Sem Suspeita (Above Suspicion) - 1995

SINOPSE: Neste suspense, Christopher Reeve faz o papel de um investigador da polícia de San Diego, que descobre que sua mulher o está traindo com seu irmão, também policial. Na trama seu personagem é atingido em uma operação policial e fica paralitico, desejando então que sua mulher e o irmão planejem sua morte, para assim ficarem com o dinheiro do seguro. 

FATOS: Em 1995, dois dias após o lançamento do filme, Christopher Reeves sofre um real acidente de cavalo que o deixaria paralisado do pescoço para baixo para o resto de sua vida. Coincidência lamentável com a fatalidade de seu personagem.





FILME: O Demolidor (Demolition Man) 1993

SINOPSE: Los Angeles, 1996. O implacável policial John Spartan (Sylvester Stallone) consegue prender o psicopata Simon Phoenix (Wesley Snipes), que é condenado a ser congelado por 70 anos. A história pula, então, para o ano de 2032. Durante um take, uma lista é mostrada com “os criminosos mais famosos do século XX programados para a liberdade condicional”. Um dos nomes da lista é Scott Peterson.

FATOS: Dez anos depois do lançamento de O Demolidor, um americano surta e mata a própria esposa que estava grávida de 8 meses. Ficou preso até 2005, quando foi condenado e sentenciado à morte por injeção letal. O nome do assassino: Scott Peterson. É sério! 




FILME: Jogo da Morte (Game of Death) - 1978


SINOPSE: Bruce Lee é Billy Lo, um jovem lutador de Kung Fu com uma carreira em ascensão. A exposição de sua figura desperta a cobiça de um sindicato dedicado a "proteger" os esportistas. Mas quando Billy não aceita ser controlado pela organização, uma série de incidentes começas a ocorrer. Aproveitando-se de mais uma das diversas ciladas planejadas pelo sindicato, ele simula sua própria morte e se infiltra no grupo. Seu plano: matar a todos.

FATOS: Em 10 de Maio de 1973, Lee desmaiou no estúdio Golden Harvest, após passar mal durante o trabalho de dublagem de uma cena em que estava simulando a própria morte. Ele sofreu convulsões e dores de cabeça e foi imediatamente levado para um hospital de Hong Kong, onde os médicos diagnosticaram edema cerebral. Eles foram capazes de reduzir o inchaço com a administração de manitol. No dia seguinte Lee encontrou o produtor do filme Raymond Chow às 2 da tarde em casa e dirigiram juntos para a casa da colega Lee Betty Ting. Mais tarde, Lee se queixou de uma dor de cabeça, e Ting deu-lhe um analgésico, Equagesic, que incluía aspirina e um relaxante muscular. Cerca de 7:30 da noite, foi se deitar para dormir. Quando Lee não apareceu para jantar, Chow chegou ao apartamento, mas não viu Lee acordado. Um médico foi chamado, que passou dez minutos tentando reanimá-lo antes de enviá-lo de ambulância ao hospital. Lee foi dado como morto no momento em que chegou ao hospital. Chow declarou em uma entrevista que Lee morreu de Anafilaxia ao relaxante muscular "Equagesic", que ele descreveu como um ingrediente comum em analgésicos. A controvérsia ocorreu quando o Dr. Don Langford, que foi médico pessoal de Lee em Hong Kong e o havia tratado durante seu primeiro colapso acreditava que o "Equagesic" não foi único remédio envolvido no primeiro colapso de Bruce. 

Mas, e se, alguns mafiosos chineses ficaram bravos com o ator por ele expor os “segredos das artes marciais” e resolveram matá-lo? Por aí começam as teorias sobre a morte do ator e da maldição que assombra essa família Lee.

Devido a seu status de mito, começaram a circular teorias de que ele havia sido envenenado, enquanto acreditam que um cabal secreto de mestres de artes marciais matou Lee por ter revelado muitos segredos aos não-orientais, Lee dizia que através da artes marciais a cultura oriental teria a chance de ser respeitada e reconhecida.

Há quem diga que toda família de Bruce Lee sofre de alguma maldição. E que isso, irremediavelmente aponta também para a morte de seu filho, Brandon Lee. Contudo, há quem cite apenas coincidência para explicar as circunstâncias da morte do filho do astro. Acontece que Brandon morreu também em um set de filmagem em 1993, durante as gravações de O Corvo, ao levar um tiro que, na verdade, deveria matar o seu personagem apenas. O trágico acidente ocorreu com características similares ao da morte de um personagem que o seu pai.

Bruce Lee era visto com alguém supersticioso e teria previsto a morte de seu filho, antes mesmo dele iniciar a carreira de ator. Também há quem diga que ele previu sua própria morte, ao assinalar que morreria com a metade da idade de seu pai. Ele morreu aos 32, três meses antes do seu pai supostamente completar 64 anos. Duas terríveis perdas, sem dúvida! 




É isso gente. Se você está ou pretende entrar no mundo do cinema, olhe bem ao redor, verifique 2 vezes antes de atravessar a rua e o mais importante: Se o seu sobrenome for Lee... preocupe-se! 



Por Sil





domingo, 2 de setembro de 2012

Laranja Mecânica - O livro, o filme e a reflexão



Laranja Mecânica ( A Clockwork Orange)

          Filme britanico de 1971, adaptado do romance homonimo do escritor ingles Anthony Burgess e dirigido por Stanley Kubrick. Seguindo o fato de que o filme teve um baixo orçamento, tornou-se um clássico dos cults (bem como do cinema mundial), sendo um dos filmes mais famosos e influentes de Kubrick até hoje.

O título:
          Há muitas dúvidas quanto ao propósito do título. Algumas fontes julgam como uma expressão anglo-saxã "As queer as a clockwork orange", traduzindo, "Tão bizarro quanto uma laranja mecânica". Outras fontes analisam ao pé da letra o título original: Clockwork = mecanismo de relógio; algo mecânico e programável. Orange = laranja; Usando a semelhança no inglês com a palavra “orang – utan“; traduzindo: um macaco, uma criatura, um animal.

*criatura programável* 

O livro:
          Publicado em 1962, o autor Anthony Burgess criou para esta obra mais de duzentas palavras baseadas nas gírias dos ciganos ingleses, na própria língua inglesa, em expressões eslavas e fez ainda associações de idéias, e jargões rimados.
          A inteção de Burgess era de que o leitor fosse jogado em um clima de estranhesa e confusão. Não há nenhuma explicação conhecida para a criação desta linguaguem, exceto uma provavel "válvula de escape" do autor em escrever um romance inspirado em um fato real ocorrido em 1944: o estupro cometido por quatro rapazes tendo como vítima a primeira mulher do autor. Tal coleção de palavras é conhecida como nasdat e foi usada na íntegra durante toda a adaptação para o filme.

O filme:




Sinopse: Ambientado na Inglaterra em um futuro indeterminado, o filme conta a história de um jovem delinquente (Alexander DeLarge) e sua gangue (Pete, Georgie e Tapado) cujos gostos variam de música clássica com ênfase em Beethoven, a beber leite e cometer estupros e violência contra mulheres e anciãos.







A psicologia da obra:
          Temos uma introdução bem clara da análise comportamental que norteia esse horrorshow. Alex age sem escrúpulos por mais da metade do filme, quando é traído pelo destino e pelos amigos, e preso. Quando surge a oportunidade de voltar a liberdade, Alex aceita um tratamento experimental (“Método Ludovico”) que consiste na visualização de imagens que retrata a violência e o apelo sexual de todas as formas, passadas em um enorme telão em cores e sons aterrorizantes. O paciente é obrigado a olhar as cenas, pois está preso em sua cadeira de espectador com os olhos impedidos de se fecharem. Como efeito das substancias injetadas antes de cada sessão desse cinema de horror, Alex passa mal ao assistir tais cenas. Acometido de um grande desconforto, implora que ao menos o deixem vomitar.


          Fazer com que o paciente tivesse essa sensação de desespero, terror e desamparo era a intenção do tratamento, mostrando assim a analogia ao sistema behaviorista. O Behaviorismo nada mais é do que uma finalidade da Psicologia em prever e controlar o comportamento. Consiste em condicionar o paciente a rejeitar todo comportamento “anormal”. O paciente faz a associação da violência com o desconforto que sente, sendo sugestionado a não agir da mesma forma.

           Alex então volta às ruas modificado. Aparentemente o tratamento funciona. Quando pensa em tentar algo violento ou de cunho sexual, seu organismo reage com crises de pânico, vômito e tontura. Não importa para a comunidade se ele ainda mantém os pensamentos e desejos antigos, importa apenas que não os externalize. O problema agora é seu retorno à sociedade, onde ele encontra todas as suas vítimas, as quais se vingam dele, que não consegue reagir por causa do seu condicionamento.

          O filme em si retrata claramente a psicopatia, a sociopatia e o modo como a sociedade se mostra decadente ao lidar com tais problemas. Alex é fruto de um meio decadente, mas principalmente vítima de seus próprios conceitos. ""Eu quis ser mau, eu escolhi ser assim" é uma de suas frases.

          Posso ressaltar a vasta gama de questionamentos que o filme pode proporcionar. Ainda na questão social, vale destacar a presença de duas grandes agências controladoras de comportamentos bem latentes na história: a governamental e a religiosa. (Fazem parte do final da trama e deixarei essa análise para um próximo post.)

          Ironicamente, uma história relatada em 1962 com foco no sistema peniteciario, na violencia das gangues e o proprio sistema falho de punição é cruelmente atual. O mesmo se dá quanto ao uso de sustancias alucinógenas entre os jovens e mesmo no tratamento de suas patologias. Real e cada vez mais atual.

           Por mais doentio que possa parecer, este tipo de história realmente existe. E está acontecendo exatamente agora em algum lugar. A diferença é que não usamos o "método Ludovico". Qual nosso papel então? Nenhum. Assim é a maioria cotidianamente, mesmo havendo grandes manifestações de revolta internas referente a dramas atuais (guerras, violência, injustiças....) não às manifesta da forma como deveria ou poderia.

          Quando conseguimos levar um filme de cenas absurdas e situações infames tão facilmente até nossa realidade fica díficil engolir, não?

          Curiosidade: três livros que são referência quando se fala em obras de ficção científica do século XX. O grande fio que une essas obras, além de serem futuristas, é a alienação. Publicados em décadas diferentes e por autores diferentes, os três juntos são considerados uma trilogia. São eles:

* Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley
* 1984, de George Orwell
* Laranja Mecânica, de Anthony Burgess

Trailer:




Ficha técnica:
Elenco: Malcolm McDowell, Patricl Magee, Michael Bates, Warren Clarke, Adrienne Corri, Carl Duering, Paul Farrell, Clive Francis, Michael Glover
Direção: Stanley Kubrick
Roteiro: Stanley Kubrick/ Anthony Burgess
Produção: Warner Bros.
Ano: 1971
Gênero: drama, suspense, ficção científica

Premiações:
OSCAR - 1972
Indicações:
Melhor Filme
Melhor Diretor - Stanley Kubrick
Melhor Roteiro Adaptado
Melhor Edição

GLOBO DE OURO - 1972
Indicações:
Melhor Filme - Drama
Melhor Diretor - Stanley Kubrick
Melhor Ator - Drama - Malcolm McDowell

BAFTA - 1973 (Reino Unido)
Indicações:
Melhor Filme
Melhor Diretor
Melhor Roteiro
Melhor Fotografia

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Requiem For a Dream - Um cult premiado

   
(não há spoiler)

       Como é meu primeiro post sobre filmes Cult, escolhi um dos que acho menos doido, mais elogiável e relativamente novo. Falo de Réquiem Para um Sonho (Requiem For a Dream).


   

Esta produção recebeu inúmeras indicações e premiações, entre estes, o premio de melhor filme independente de 2001 pela Spirit Awards.
         
            A trama aborda abertamente o mundo das drogas e o modo como esse mundo consome a mente, o corpo e a alma e considera que: uma vez que você é viciado, você está viciado. 
            Réquiem, neste caso com significado litúrgico, seria uma "prece que a igreja faz para os mortos" No contexto, o filme é uma "prece por sonhos destruídos". 

           A história gira em torno de quatro vidas; quatro viciados; quatro fracassos. Apesar de suas aspirações de grandeza, eles sucumbem aos seus vícios. Assistindo a espiral de um vício fora de controle, vemos os testemunhos mais sujos, feios e compartilhamos de como pode se tornar o submundo onde tais viciados residem. Para alguns pode ser chocante, mas é sem dúvida real e revelador. 

            Indo um pouco mais além: O tema principal seriam as drogas, o vício, etc... mas pode não ter nada de convencional e ir muito além do óbvio. Traz a tona um questionamento interno comum que seria a discussão de vícios mais do que drogaticios: dos vicios de ilusão, da busca desesperada pelo conforto humano. Do alívio das dores emocionais. Ninguém precisa olhar pra muito longe pra ver do que isso se trata. Esse filme me deixou a impressão clara de que tudo que é ilusório também é rápido demais e que o bem estar mental pode ser pra muitos uma coisa realmente difícil de alcançar. 

            Ver esta obra foi  uma das experiências mais devastadoras que eu já tive assistindo a um filme. Gostaria de poder recomendar à todos, mas dizendo que não se trata apenas de entretenimento. Sei que ninguém gosta de se sentir perturbado, mas eu realmente me sinto compelida em querer que experimentem essas emoções e sejam convidados a pensar, e não apenas se divertir. 

             Enquanto rolavam os créditos finais, só aí, eu comecei a chorar e ainda não tenho certeza do motivo. Em parte foi minha reação ao fim da história, em parte pela beleza do filme, a ainda pela sensação de gratidão por coisas boas na minha vida. 

             Sobre um aspecto mais técnico, não pense que vai assistir um filme sobre lição de moral, pois a obra toda é um soco no estomago. O elenco é maravilhoso. (recebeu merecidas indicações e prêmios no Oscar). Os cortes de cena são hipnóticos. Há trabalhos graficos de divisões de tela que deixam o clima do filme ainda mais tenso. A trilha sonora acompanha de modo perfeito. É a obra certa pra quem procura um pouco de realismo contundente.. Com certeza, alguma coisa vai ficar gravada na sua memória.

           Recomendo. Não porque acho que vão gostar, ou porque vai ensinar-lhes algo, mas por ter certeza de que é realmente bem feito. Este é um trabalho ímpar que vai desafiar sua mente de algum modo e quem sabe, provavelmente fazer com que mudem a visão sobre muita coisa ao menos, por alguns instantes. 




Ficha Técnica: Título original: Requiem for a Dream Direção: Darren Aronofsky Roteiro: Darren Aronofsky, baseado no livro de Hubert Selby Jr. Elenco Principal: Ellen Burstyn, Jared Leto, Jennifer Connelly e Marlon Wayans
Nota no IMDB: 8,5
Minha nota: 10


Curiosidades: * A maioria dos filmes contêm entre 600-700 cortes. Requiem for a Dream contém mais de 2000; * O diretor Darren Aronofsky pediu a Jared Leto e Marlon Wayans para evitar sexo e açúcar por um período de 30 dias, a fim de compreender melhor um desejo irresistível antes das filmagens;

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

A Torre Negra - O Projeto Interminável

Por Sil  em CultKing


Vim falar um pouco da minha última leitura e aliviar minha ansiedade pelo projeto mais complicado dos últimos tempo no mundo do cinema.

Sinopse: "O pistoleiro Roland Deschain vaga por uma paisagem como a do velho oeste em busca de uma torre escura que ele acredita que irá preservar seu mundo."

Ok, a sinopse parece ruim e sem atrativos? Não é! É a mais longa obra literária de Stephen King: A Torre Negra ( The Dark Tower).





A boa notícia: a obra já tem equipe e roteiro prontos para a mais nova adaptação de King ao cinema. A ideia é ter uma trilogia no cinema e uma série de TV sobre a história, que se complementam.

A má notícia: ninguém quer pagar por isso!

Inicialmente, a Universal Studios se propôs a realizar o filme, tendo como diretor Ron Howard (O Código DaVinci), como roteirista Akiva Goldsman (Uma Mente Brilhante) e como produtores Brian Grazer (“Anjos e Demônios”) e o próprio King. Nesta versão, tínhamos como ator principal Javier Bardem, mas o estúdio acabou nem chegando perto do contrato por achar  o orçamento da produção caro demais. Depois, foi a vez da Warner Bros. entrar no projeto.

Ainda com a mesma equipe inicial, porém com a troca do protagonista elencando desta vez Russel Crowe, que não foi a salvação. O estúdio logo desistiu pelo mesmo motivo: o grande número de 0's na cifra.

É bem compreensível os valores de norteiam um projeto destes. A mistura dos gêneros faroeste, terror, fantasia e ficção científica, juntamente com toda a parafernália para a realização de um filme no minimo aceitável, considerando os nomes envolvidos torna esse projeto quase tão grande quanto a obra literária em si, que contém mais de 4000 páginas. Segundo fontes, o valor estimado para a realização desta adaptação é de cerca de 140 milhões de dólares.

A produtora Imagine Entertainment (de propriedade de Ron Howard) ainda é detentora dos direitos do megaprojeto . Grazer, Howard e Goldsman já fizeram modificações no roteiro e reduziram os custos da produção em US$40 milhões. Agora, o jeito é esperar que algum estúdio compre a idéia. Pessoalmente, eu prefiro a espera ao risco de uma obra mal feita. A obra literária completa levou 33 anos para ser concluída - de 1970 a 2003 - e espero ansiosa que leve menos do que isso pra chegar às telonas.


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