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(2012)
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domingo, 14 de outubro de 2012


Pequeno Dicionário do Cinema
Gênero dos Filmes
(Maralvim)

Índice
Parte 2
Gêneros de Filmes, Ação, Animação, Aventura, Comédia, Documentário, Drama, Ficção Científica, Musical, Romance, Terror, Western ou Faroeste.
Subgeneros de Filmes: Biografia, Estrada ou Road Movie, Guerra, Histórico, Live Action, Policial, Suspense, Trash,

Introdução
Saiba que vai ter um monte de jeitos de classificar e organizar as nossas paixões pelo olhar que podemos ter de nosso mundo, então deste Lumiére, vamos inventando como fazer isso nessa arte. Foi criado vários termos de enquadramento, muitos se cruzam, mas aqui vamos apenas conhecer alguns, isso basta!!!!!

Gênero de Filme


Gênero é sempre um termo vago, sem fronteiras fixas, refere-se ao método baseado em classificar os filmes semelhantes, baseados nas suas principais características no qual o filme é composto. A maioria das teorias de gênero de filme são emprestadas dos gêneros literários. Além da distinção básica em gênero entre ficção que faz abordagens imaginárias e documentário que faz abordagem de fatos reais, gêneros cinematográficos podem ser classificados de diversas maneiras. 
Gêneros cinematográficos, muitas vezes adquirem mais de uma denominação, se ramificam em subgêneros ou podem ser combinados podendo até formar um novo tipo de gênero. Alguns filmes se cruzam no mesmo gênero.
Existem outros métodos de divisão de filmes em grupos, além de gênero. Alguns grupos podem ser casualmente descrito como gêneros embora a definição é questionável. Por exemplo, enquanto filmes independentes por vezes são discutidos como se fossem um gênero, mas as produções independentes podem pertencer a qualquer gênero. Da mesma forma, os filmes da arte são referidos como um gênero, embora geralmente um filme de arte se encaixa como um tipo de gênero mais específico.

Gêneros

Ação, Animação, Aventura, Documentário, Drama, Ficção científica, Musical, Romance, Terror e Western ou Faroeste, vejam os conceitos mais usados:

Filme de Ação


É um gênero de filme que geralmente envolve uma história de protagonistas do bem contra antagonistas do mal, que resolvem suas disputas com o uso de força física. Uma história semelhante a Aventura, mas o protagonista geralmente toma um rumo perigoso, o que leva a situações desesperadas (incluindo explosões, cenas de luta, fugas ousadas, etc.) Ação e aventura são geralmente classificados juntos ("ação-aventura"), porque eles têm muito em comum, e muitas histórias caem em ambos os gêneros ao mesmo. Os filmes de ação são comuns de se misturarem com os gêneros policiais e crimes, westerns e guerra, entre outros.
Geralmente são superproduções, com high concept (alta tecnologia), que recorrem frequentemente ao uso de efeitos especiais. A maioria dos filmes de ficção científica e aventura também são filmes de ação.



Ex: “Os Setes Samurais”, 1954 de Akira Kurosawa, “Apocalypse Now”, 1979 de Francis Ford Coppola, “Guerra nas Estrelas”, 1977 de George Lucas, “No Tempo das Diligências”, 1939 John Ford, “Superman – O Filme”, 1978 de Richard Donner.
Filme de Animação


Um gênero em que as imagens do filme são criadas principalmente por computador ou a mão e os personagens são dublados por atores. Refere-se ao processo segundo o qual cada fotograma de um filme é produzido individualmente, que vai sendo repetida e fazendo-se movimentos com pequenas mudanças do seu modelo. O desenvolvimento da animação digital aumentou muito a velocidade do processo, eliminando tarefas mecânicas e repetitivas.
A produção da animação consome muito tempo e é quase sempre muito complexa. Animação limitada é uma forma de aumentar a produção e geração. Esse método foi usado de forma pioneira pela UPA e popularizada.


Ex: “Pinoquio”, 1940 de Walt Disney, “Bambi”,1942 de Walt Disney, “O Rei Leão”, 1994 de Roger Allers, Rob Minkoff, “Zé Colméia”, 2010 de Eric Brevig, “Sherek” 2001 de Andrew Adamson, Vicky Jenson, Alvin e os Esquilos, 2007 de Tim Hill.

Filme de Aventura



É um gênero cinematográfico que reflete um mundo heroico de combates e aventuras. Uma história sobre um protagonista que viaja para lugares épicos ou distante para realizar algo. Foi inventado na Itália, como meio de exaltação de seu passado histórico e, posteriormente, foi usado pela Rússia, para exaltar a Revolução Russa.
É caracterizado por cenas de muita ação, como lutas e perseguições, sempre filmadas em planos curtos; personagens estereotipados: um herói forte e valente contra um vilão. Premissa: o bem sempre prevalece sobre o mal. Frequentemente a ação acontece no passado ou num mundo de fantasia. É dada maior importância à ambientação, ao vestuário e aos efeitos especiais que ao roteiro.
Pode ser de tipos Road movies, Filmes de Faroeste, Filmes de ficção científica, Filmes de capa e espada, Filme Épico.


Ex: “Horizonte Perdido”, 1937 de Frank Capra, “Senhor dos Anéis”, “Os Três Mosqueteiros”, 1948 de George Sidney, “Indiana Jones”, 1981 de Steven Spielberg, 2001 de Peter Jackson, “As Crônicas de Narnia”, 2005 de Andrew Adamson.
Filme Comédia


É um filme com humor ou que pretende provocar o riso da audiência. Uma história que fala sobre uma série de acontecimentos engraçados ou cômico, a intenção de fazer o público rir. É um gênero é muito aberto, e, portanto, cruza com muitos outros gêneros em uma base frequente. O filme cômico, que se caracteriza pela inclusão de gags, pilhérias ou brincadeiras, tanto visuais como verbais, começou sua existência praticamente no início desta arte. L'arroseur arrosé (O Regador Regado), de 1896, filme francês dos irmãos Lumière, é considerada a primeira comédia da história do cinema. Desde o começo, criaram-se filmes em que se mostravam imagens que alegravam ou faziam rir o espectador, ainda que fosse sem o acompanhamento do som.

Ex: “Mash”, 1970 de Robert Altman, “Um Convidado Bem Trapalhão”, 1968 de Blake Edwards, “Ensina-me a Viver”, 1971 de Hal Ashby, “Muito Além do Jardim”, 1979 de Hal Ashby, “Sim, Senhor”, 2008 de Peyton Reed, “Piratas do Caribe”, 2003 de Gore Verbinski.
Filme Documentário


O cinema nasceu documental, esse é um gênero cinematográfico que se caracteriza pelo compromisso com a exploração da realidade. É uma representação parcial e subjetiva da realidade, está mais próximo da verdade e da realidade. Normalmente, trata-se de verdadeiros eventos históricos.


Ex: “Fahrenheit 9/11”, 2004 de Michael Moore (é o exame do cineasta Michael Moore, com seu humor característico e obstinado compromisso de revelar os fatos polêmicos e provocativos das ações da administração Bush na sequência dos trágicos acontecimentos de 9/11), “March of the Penguins”, 2005 de Luc Jacquet (a marchar bamboleante dos pinguins imperador para se envolver em seu ritual de acasalamento, ​​saem de seu habitat e fazem uma viagem longa, árdua sobre o gelo da Antártida), “Woodstock - 3 Dias de Paz, Amor e Música”, 1970 de Michael Wadleigh (Prometeu três dias de paz e música, tornou-se um símbolo poderoso da geração, mostrando definitivamente que a música transforma, traz a celebração da liberdade, fraternidade e as aspirações de amor e vida.
, “George Harrison: Living in the Material World” 2011 de Martin Scorsese (diziam que era artista secundário, no entanto, é mostrado a sua importante contribuição aos Beatles e também sua exploração mística), “The Cove”, 2009 de Louie Psihoyos, (registrar o massacre de golfinhos que acontece anualmente no parque nacional da pequena cidade de  Taiji no Japão), “Grizzly Man”, 2005 de Werner Herzog retrato de Timothy (Treadwell, que foi para o Alasca viver com os ursos e acabou sendo morto por um deles. Conta com filmagens da câmera de Treadwell).

Filme Drama


Qualquer obra no âmbito de filmagens em que haja conflito ou atrito, podendo ter significado um filme de caráter "sério" ou mesmo de tragédia que apresenta um desenvolvimento de fatos e circunstâncias compatíveis com os da vida real. Podemos definir como um conjunto de acontecimentos complicados, difíceis ou tumultuosos, assim como um acontecimento que causa dano, sofrimento, dor.


Ex: “O Poderoso Chefão”, 1972 de Francis Ford Coppola, “O Poderoso Chefão: Parte II”, 1974 de Francis Ford Coppola, “Um Sonho de Liberdade”, 1994 de Frank Darabont, “O Grande Ditador”, 1940 de Charles Chaplin, “12 Homens e uma Sentença”,1957 de Sidney Lumet, “Pollock”, 2000 de Ed Harris.

Filme de Ficção Científica


Desde que o cinema começou, se encontra a ficção científica em filmes. Autores de livros que causaram a curiosidade e a imaginação do mundo sobre temas dessa natureza, como H. G. Wells ou Júlio Verne. Em inglês o termo ficção científica é as vezes abreviado para sci-fi ou SF. Em português, é abreviado para FC. Outros são histórias feitas para o cinema, como o clássico , embora nesse caso haja uma classificação alternativa como genêro do Cinema Fantástico, já que a história contada não é inspirada propriamente em especulação científica. Um tema bastante explorado na ficção científica é a da vida inteligente em Marte. Nos tempos atuais os filmes do género estão entre os que alcançam maior índice de bilheteira, confirmando a fascinação das pessoas sobre o que está por vir, ou ainda sobre o que é pura fantasia. O conhecimento científico avançado mostra uma fronteira cada vez mais larga sobre o que podemos construir em matéria de ficção científica. Uma das características únicas do género é a sua forte comunidade de fãs, da qual muitos autores também fazem parte. Existem grupos locais de fãs um pouco por todo o mundo que fala inglês, e também no Japão, Europa e noutros locais. 



Ex: “Viagem ao Centro da Terra”, 1959 de Henry Levin, “King Kong”, 1933 de Merian C. Cooper, Ernest B. Schoedsack, “Vinte Mil Léguas Submarinas”, 1954 de Richard Fleischer, “O Homem Invisível”, 1933 de James Whale , E.T., 1982 de Steven Spielberg, “De volta para o Futuro”, 1985 de Robert Zemeckis.

Filme Musical



É um gênero de filme, no qual a narrativa se apoia sobre uma sequência de músicas coreografadas, utilizando música, canções e coreografia como forma de narrativa, predominante ou exclusivamente. Elvis Presley pode ser considerado um dos maiores nomes nesse gênero tão tradicional.



Ex: “Love Me Tender”, 1956 de Robert D. Webb, “Cantando na Chuva”, 1956 de Stanley Donen, Gene Kelly, “Mamma Mia”, 2008 de Phyllida Lloyd, “Hair”, 1979 de Milos Forman, “Across The Universe”, 2007 de Julie Taymor.

Filme Romance


Os filmes do gênero romance podem ser definidos como aqueles cujo enredo se desenvolve em torno do envolvimento amoroso entre os protagonistas.



Ex: “Ghost – Do Outro Lado da Vida”, 1999 de Jerry Zucker, “Apenas Uma Vez”, 2006 de John Carney, “Cartas para Julieta”, 2009 de Gary Winick, “Dr. Jivago”, 1965 de David Lean, “Felicidade Não Se Compra”, 1946 de Frank Capra, “Casablanca”, 1946 de Michael Curtiz.

Filme Terror (Horror)


Uma história que é contada para assustar deliberadamente o público, por meio de violência, suspense ou figuras irreais sobrenaturais. Filmes ligados à literatura fantástica capazes de provocar medo. Tais histórias fantásticas forneceram ao cinema o contexto para a produção de filmes de horror. Esses filmes proporcionam a impressão da realidade e constroem inúmeros artifícios para criar a sensação de medo.
As técnicas de filmagens fazem aumentar a dose da possibilidade de provocar o medo, como o prolongamento do tempo da ação que é muito usado para produzir o suspense, a fotografia também é usada para criar um ambiente sinistro, os ângulos de filmagens podem transformar a câmera em uma personagem. E finalmente, a música acentuada e gradativa emana a sensação de suspense. Além dessas técnicas a maquiagem, as fantasias, personagens irreais aterrorizantes e efeitos especiais também auxiliam no susto.



Ex: “Frankenstein”, 1931 de James Whale, “O Médico e o Monstro”, 1920 de Rouben Mamoulian, O Corcunda de Notre-Dame”, 1923 de Wallace Worsley, “Drácula de Bram Stoker”, 1992 de Francis Ford Coppola (maior número de adaptações),  “Psicose”, 1960 de Alfred Hitchcock.

Filme Western ou Faroeste


O chamado cinema western, também popularizado sob os termos "filmes de cowboys" ou "filmes de faroeste", compõe um género clássico do cinema norte-americano (ainda que outros países tenham produzido westerns, como aconteceu em Itália, com os seus western spaghetti). O termo inglês western significa "ocidental" e refere-se à fronteira do Oeste norte-americano durante a colonização. Esta região era também chamada de far west - e é daqui que provém o termo usado no Brasil e Portugal, faroeste, também se usou Bang-Bang. Western Spaghetti ou Bang-bang a Italiana, foi como foram chamados os faroestes produzidos na Itália entre 1963 e 1977, com objetivo de faturar com o estilo que só era feito nos Estados Unidos, então foram produzidos neste período mais de 600 filmes.
Ainda que os westerns tenham sido um dos géneros cinematográficos mais populares da história do cinema e ainda tenha muitos fãs, a produção de filmes deste género é muito pouca.
Diferenças entre o faroeste americano e o faroeste italiano (Spaghetti).
O faroeste americano havia a exaltação romântica e eram limpinhos e barbeados, verdadeiros exemplos de virtude como os cowboys interpretados por John Wayne, Randolph Scott, Audie Murphy, Joel McCrea, entre outros, só matam em útimo caso. Em contrapartida os faroestes italianos eram filme de ação e eram anti-heróis eram interpretados por Clint Eastwood (artista americano despontou na europa com esses filmes), Franco Nero, Giuliano Gemma, Anthony Stefen, Klaus Kinski, Terence Hill, Bud Spencer, todos sem noção de moral e escrúpulos, cujo o único objetivo era o dinheiro e matavam a todo momento, sem precisar de alguma razão.
Dentre todos destaco “Trinity” – Terence Hill que na companhia de Bud Spenser atraiam publico e gargalhadas para o cinema, com típico hippie vagabundo, vestindo roupas rasgadas e coberto de poeira do deserto dos pé à cabeça. A trilha sonora alegre e envolvente também ajudou a fazer Spaghetti Westerns um gênero muito popular de filmes. Um genial compositor do cinema ganhou destaque a partir desses filmes é Ennio Morricone. 



Ex: “Por Um Punhado de Dólares”, - Spagheth, 1964, Sergio Leone, “Eles Me Chamam de Trinity” 1970 de Enzo Barboni, “Butch Cassidy and the Sundance Kid”, 1969 George Roy Hill, “Os Imperdoáveis, no Brasil”, 1992 de Clint Eastwood, “Pequeno Grande Homem”,1970 de Arthur Penn, “Sete Homens e Um Destino”  1960  de John Sturges, “O Homem que Matou o Facínora”, 1960 de John Ford.

Subgeneros 


Filme de Estrada ou Road Movie


É um gênero de filme em que a história se desenrola durante uma viagem. Pôr o pé na estrada é um dos mais poderosos símbolos da liberdade para o homem moderno. Não por acaso o cinema tem usado a estrada como o cenário ideal de aventuras de gente rebelde, deslocada, insatisfeita ou em fuga de uma vida maçante ou atormentada. Esse tipo de filme acabou constituindo uma categoria especial e bastante admirada entre os gêneros cinematográficos. Partir sem destino ou rumo ao desconhecido por rodovias que atravessam lugares insólitos é uma aventura que rende ótimos cenários naturais e normalmente leva os protagonistas a algum tipo de redenção.



Ex: “Deu A Louca No Mundo”, 1963 de Stanley Kramer, “Sem Destino”, 1969 de Dennis Hopper, “Thelma e Louise”, 1991 de Ridley Scott, “Crossroads: Amigas para Sempre”, 1992 de Tamra Davis, “Diários de Motocicleta”, 2004 de Walter Salles, “História Real”, 1999 de David Lynch.

Filme de Guerra



São um gênero de filme preocupado com a guerra, geralmente sobre naval , ar ou terra batalhas, por vezes, concentrando-se em prisioneiros de guerra, operações secretas, treinamento militar ou de outros temas relacionados. Em filmes de tempo de guerra se concentrar na vida militar ou civil diária em tempo de guerra sem retratando batalhas. Suas histórias podem ser de ficção, baseado na história, documentários, dramas ou biográficas.



Ex: “Nascido para Matar”, 1965 de Stanley Kubrick, “A Lista de Schindler”, 1993 de Steven Speilberg, “A Vida é Bela”, 1997 de Roberto Benigni, “Platoon”, 1986 de Oliver Stone, “Coração Valente”, 1995 de Mel Gibson.

Filme Histórico


Por sua própria característica não pode ser analisado dentro de uma única tradição, ou gênero cinematográfico pois estabelece uma série de diálogos que não podem ser ignorados. Diálogos tanto com outros filmes, com outras artes, pintura, teatro, literatura, e com a historiografia de diversas épocas. Assim, carrega também diversas temporalidades: tanto está impregnado pelo presente, como também pode ter referencias a diversos passados.



Ex: “1492-A Conquista do Paraíso”, 1992 de Ridley Scott, “Amistad”, 1997 de Steven Spielberg, “Carlota Joaquina, Princesa do Brasil”, 1995 de Carla Camurati, “A Guerra do Fogo” de 1981 de Jean-Jacques Annaud, “Rei dos Reis”, 1961 de Nicholas Ray, “Amélia”, 2009 de Mara Nair, “1900”, 1976 de Bernardo Bertolucci.

Filme Live-action 



È um filme que apresenta uma combinação de atores reais (live-action) e elementos criados por meio de animação, interagindo normalmente.




Ex: “Who Framed Roger Rabbit”, 1988 de Robert Zemeckis, “Akira”, 1988 de Katsuhiro Ohtomo, “Mary Poppins”, 1964 de Robert Stevenson, “Fantasia”, 1940 de Walt Disney, “Tron: O Legado”, 2010 de Joseph Kosinski.

Filme Policial


No género policial, os argumentos quase sempre envolvem crimes e criminosos, policiais e detectives particulares, gângsters e ladrões. Nos anos 40, eram conhecidos como “Filmes Noir” (filmes escuros). Orson Welles gostava do gênero. Nos anos 60 e 70, os filmes passaram a se tornar mais violentos. A partir dos anos 70 os filmes passaram a abordar atividades da máfia, principalmente depois do sucesso do diretor Coppola. Nos anos 90 os filmes exploraram as investigações sobre crimes seriais (serial killers). Quentin Tarantino, aumentou ainda mais a violência. Nos últimos tempos, o tema preferido do gênero tem sido o submundo, envolvido em drogas. Além, é claro, da corrupção policial.


Ex:“A Dama de Xangai”, 1947 de Orson Welles, “Operação França”, 1971 de William Friedkin, “Scarface”, 1983 de Brian de Palma, “Inimigo Público”, 1998 de Tony Scott, “Chinatown”, 1974 de Roman Polansky, “Kalifornia”, 1993 de Dominic Sena, “Pulp Fiction”, 1994 de Quentin Tarantino,  “Tropa de Elite”, 2007 de Jose Padilha.

Filme Religioso


A religião e o cinema ou "espiritualidade e o cinema", são para ajudar as pessoas a conhecer e até experimentarem os melhores pontos de diferentes tradições religiosas. A Religião em si é controversa, mas quando as pessoas mexem com as crenças de grupos religiosos para fins de entretenimento, as coisas definitivamente aquecem. Alguns filmes causam tumultos, e em alguns casos têm resultado em mortes. Considero um assunto delicado onde o principal deve ser respeitar as boas crenças e devemos escolher assistir os filmes que te fazem bem, pois como na vida, precisamos de despertar e nos motivar para as coisas boas.


Ex: “Os Dez Mandamentos”, 1956 de Cecil B. DeMille, “Rei dos Reis”, 1961 de Nicholas Ray, “Irmão Sol, Irmã Lua”, 1972 de Franco Zeffirelli, “Kundun”, 1997 de Martin Scorsese, “Nosso Lar”, 2010 de Wagner de Assis, “Asoka”, 2001 de Santosh Sivan, “Maomé, O Mensageiro de Alah”, 1977 de Moustapha Akkad.

Filme de Suspense


Suspense é a tensão que antecede a uma determinada situação. É um filme dramático que traz um sentimento de ansiedade provocando apreensão, temor e eventualmente sustos. Essa emoção surge com a combinação da incerteza e medo do futuro. Quando se tem a expectativa de algo ruim possa acontecer, uma perspectiva construída através de eventos sucessivos, aos quais não se têm o poder de interferir de forma a prevenir os acontecimentos. É um filme de mistérios, suspeitos e segredos. Tem gente que afirma ser a mesma coisa que filme de “Terror”, só que menos assustador.


Ex: “Um Corpo Que Cai”, 1958 de Alfredo Hitchcock, “Blow Up, Depois Daquele Beijo”, 1966 de Michelangelo Antonioni, “Z”, 1969 de Costa Gravas, “Pic Nic na Montanha Misteriosa”, 1975 de Peter Weir, “Encurralado”, 1971 de Steven Speilberg, “O Nome da Rosa”, 1986 de Jean Jacques Annaud, “Dogville”, 2003 de Lars Von Trier.

Filme Trash



Muitos acham que esse tipo de filme é um verdadeiro lixo, ruim demais, como apenas sugere a tradução literal da palavra. Mas trash é aquele filme que é tão ruim que é considerado bom, em geral trata-se de um filme mal feito (propositalmente ou não) mas que é considerado bom, se utiliza de materiais e recursos de baixo custo. Digamos que é algo que pode se chamar de feio, cafona, mal-feito ou improvisado... mas tem seu charme, e uma legião de seguidores. Muitas vezes são associados a filmes de terror, isso porque  muitas vezes envolvem gritos ou alguma criatura bizarra, mas um filme (ou vídeo) trash é uma estética que pode ser usada em qualquer gênero.
As vezes são chamados de filmes de produções amadoras, usando-se de produções domésticas, ou pode ser associar a uma herança do cinema B norte americano, muito popular até a metade do século 20, e que tem Ed Wood como seu maior representante.


“Rock Horror Show” de 1975 de Jim Sharman: um bando de alienígenas do planeta transexual resolvem baixar na Terra para uma convenção onde o líder pretende criar seu próprio amante a la Frankenstein. 


Ex: “O Vingador Tóxico” 1984, de Michael Herz, Lloyd Kaufman; “Plano 9 do Espaço Sideral”, 1959 de Ed Wood, “Trash - Náusea Total”, 1959 de Peter Jackson; “Palhaços Assassinos Do Espaço Sideral” 1988 de Stephen Chiodo; “O Monstro do Armário”, 1986 de Bob Dahlin; Piranha 2,  2010 de Alexandre Aja. 

obs: Todo esse texto esta para ser mudado, mande sua contribuição e vamos esscrever juntos, ok!

















sexta-feira, 28 de setembro de 2012


PEQUENO DICIONÁRIO DO CINEMA
Por Maralvim

       Inicio pedindo que me respondam rapidamente vocês conhecem o DNA de um filme???

 Risos!!!
“Independente” ajudem.....hoje acordei com “Arte”, vontade de rir com um filme “Trash”!!! Tô “Meio Nonsense” de ser! Vou mesmo“Noir”!!!
A viagem de um pequeno dicionário do cinema, não tem nada igual, vai sendo feito desde antes, ali com o primeiro texto, se ficar grande vou publicar e chamar de enciclopédia, tá!

O que é, O que é....Usado no Cinema

Ah cinema!!!! Será que a diversão que cai no gosto popular é contrária à arte refinada. No cinema existem pessoas que tem grande prazer em alguns filmes tidos ‘tediosos’, outras só gostam de filmes rápidos. Eu gostaria de pensar que existem espaços na dieta cinematográfica para vários sabores, inclusive alguns que possam parecer estranhos.

Um abraço literário!!
Índice
Parte 1 – Conceitos Básicos
Cinema, Clichês, Nerd, Cinema Novo, Monty Python, Novelle Vague, Arte, B, Clássicos, Cult, Épico, Mudo, Nonsense, Noir, Sessão da Tarde.
Parte 2 – Gêneros dos Filmes
Gênero de Filme, Ação, Animação, Aventura, Comédia, Documentário, Drama, Ficção Científica, Musical, Religioso, Romance, Terror, Western ou Faroeste.
Subgeneros, Biografias, Estrada ou Road Movie, Guerra, Histórico, Live Action, Religioso, Trash,

Parte 1 
Conceitos Básicos


Cinema
O termo vem do grego – "kinema” quer dizer movimento, significa a técnica e a arte de fixar e de reproduzir imagens que suscitam impressão de movimento, tal como significa a indústria que produz estas imagens. O cinema é um espaço cultural criado para entretenimento popular por uma arte poderosa, destinando-se a divertir podendo ser usado para educar, podendo se tornar um equipamento eficaz de influenciar os cidadãos. É a imagem animada, podendo ser dublada ou legendada, isso confere aos filmes o seu poder de comunicação universal.

Clichês


De tão utilizada, esta desgastada, se torna previsível e perdeu o sentido, se tornando algo ruim, cansativo em vez de dar o efeito esperado. Uma situação que se repete, torna-se reconhecível.
O cinema vive de clichés. Já percebeu que em algumas cenas de filmes, em especial os de ação e terror, existem algumas circunstâncias bastante similares em outros filmes? Isso acontece porque a indústria cinematográfica adota certos clichês, ou seja esses mecanismos de repetição, isso ocorre por falta de ideias, criatividade e inovação.  
Assim surtem os clichês, que são cenas ou elementos narrativos que deixaram de ser novidade porque já foram usados em outros filmes. O sistema produtivo de Hollywood tão amplamente exportado, faz seus heróis e bandidos de forma semelhante. Pode se chamar de banalidade.


Ex:"o mordomo é sempre o culpado do assassinato do patrão", "o herói no final mata o vilão" "A união faz a força", "Ninguém me ama", "Tem que sair de cabeça erguida"

Nerd


Termo aplicado nos filmes a personagens com  inteligência acima da média, com alguma dificuldade em se relacionar socialmente, e que não obedecem aos padrões normais da sociedade, tornando-se uma pessoa com dificuldades de integração social, atrapalhados, vestidas com roupas que não combinam, ao mesmo tempo roupas conservadoras e coloridas. O destaque é o par de óculos, atributo obrigatório. São fascinados por conhecimento, tecnologia, gostam de andar em bando de pessoas semelhantes e conversam assuntos absurdos muitas das vezes só eles entendem e acham graça. Parecem viver em um a parte, detestam festas e bares e amam laboratórios, escolas, possuem alta dificuldade de namorar, tanto que geralmente são virgens.
Mas até acho que todos somos um pouco “Nerd” no mundo!!! Rsss!


Ex: “O Caça Fantasma”, 1984 de Ivan Reitman, “Panico”, 1996 de Wes Craven, “Ghost World”, 2001 de Terry Zwigoff, “Anti-Herói Americano”, “Retrato de Uma Obsessão”, 2002 de Mark Romanek, 2003 de Shari Springer Berman, Robert Pulcini, “The Trotsky”, 2009 de Jacob Tierney.

Cinema Novo


Tinha o lema “Uma Câmara na Mão e uma Ideia na Cabeça” trata-se de um movimento cinematográfico brasileiro, brotou das conversas entre jovens cineastas inconformados na época com a derrocada dos grandes estúdios cinematográficos paulistas. Queriam fazer uma produção de cinema barato, e com uma linguagem adequada à situação social da época, voltados à realidade brasileira. Os temas abordados estariam fortemente ligados ao subdesenvolvimento do país. Foi influenciado pelo movimento "Nouvelle Vague" francês e houve também um reconhecimento internacional. Nasceu em 1952, no I Congresso Paulista de Cinema Brasileiro e no I Congresso Nacional do Cinema Brasileiro, nestes eventos foram debatidas essas idéias.


Ex:  “Rio, 40 graus”, 1955 de Nelson Pereira dos Santos, “O Desafio”, 1965 de Paulo Cezar Saraceni, “O Bravo Guerreiro”, 1968 de Gustavo Dahl, “Terra em Transe”, 1967 de Glauber Rocha, “Macunaína”, 1969 de Joaquim Pedro de Andrade.

Monty Python


Grupo britânico de comédia surreal criou vôo de Monty Python Circus , apresentou um programa de televisão de comédia britânica que foi ao ar na BBC de 1969-1974 (45 episódios). Eram uma equipe independente responsável tanto para escrever e como realizar os trabalhos, criaram assim o fenômeno Python que fez além da série de televisão, shows de palco, filmes, álbuns musicais, vários livros e um musical. A influência do grupo sobre a comédia tem sido comparado a The Beatles influência na música. 
“Eles são tão engraçados, porque ele nunca quiseram agradar. Isso lhes deram uma certa fascinação, uma arrogante liberdade”.

 Membros: Graham Chapman, John Cleese, Terry Gilliam, Eric ocioso, Terry Jones e Michael Palin. 

Ex: “Python’s Flying Circus”, 1969 “Monty Python e o Cálice Sagrado”, 1974, “Monty Python e a Vida de Brian”, 1979, “Monty Python Live at the Hollywood Bowl”, 1982, “Monty Python O Sentido da Vida”, 1983, “O Pirata da Barba Amarela”, 1983, “As Aventuras do Barão de Münchausen” de 1988.

Nouvelle Vague


O termo em francês quer dizer “Nova onda” foi um movimento artístico do cinema francês que se insere no movimento contestatário próprio dos anos sessenta. No entanto, a expressão foi lançada por Françoise Giroud, em 1958, na revista L’Express ao fazer referência a novos cineastas franceses. Sem grande apoio financeiro, os primeiros filmes conotados com esta expressão eram caracterizados pela juventude dos seus autores, unidos por uma vontade comum de transgredir as regras normalmente aceitas para o cinema mais comercial.


Ex: “Nas Garras do Vício” 1958 de Claude Chabrol ,”Acossado”, 1959 de Jean-Luc Godard, “Os Incompreendidos”, 1959 de François Truffaut, “Hiroshima, Meu Amor”,  1959 de Alan Resnais, “Lola, a Flor Proibida”, 1961 de Jacques Demy.

Filme de Arte


“Filmes de Arte” eram usado no Brasil no passado, atualmente é o que chamamos de “Filmes Independentes” ou chegando perto também de “Filmes Cult”. Haviam sessões de filmes exclusivas nos cinemas antigos chamadas “Sessões de Arte” eram filmes mais lentos, sérios dirigido a um publico pequeno exigente e seleto, que espera mais que assistir a mais um filme, eram quase uma tese cientifica. Assistíamos filmes que não ouvíamos falar, anunciados de alta qualidade artística, totalmente diferente dos grandes filmes comerciais de Hollywood, tinham as características de filmes autorais, com realismo social, profundidades psicológicas, experimentação, inovação e  sofisticados objetivos estéticos.
Diretores de cinema de arte compensavam as limitações orçamentárias, criando um tipo diferente de filme, que geralmente usa atores menos conhecidos e cenários modestos para fazer filmes que focavam muito mais no desenvolvimento de idéias com a exploração de novas técnicas narrativas diferente dos "blockbuster", voltados para ação ou o puro entretenimento. 


Ex: “O Cão Andaluz”, 1929 de Luis Buñuel , “As Regras do Jogo”, 1939 de Jean Renoir,  “La Strada”, 1954 de Federico Fellini, “Morangos Silvestres”, 1957 de Ingmar Bergman, “O Mundo de Apu”, 1959 de Satyajit Ray, “Breathless”, 1960 de Jean-Luc Godard, “Jules et Jim”, 1962 de François Truffaut, “Ano Passado em Marienbad”, 1961 de Alain Resnais, “Viridiana”, 1961 de Luis Buñuel, “Andrei Rublev”, 1966 de Andrei Tarkovsky, “A Cor da Romã”, 1968 de Sergei Parajanov, “A Vaca”, 1969 de Dariush Mehrjui, “O Último Tango em Paris”, 1972 de Bernardo Bertolucci, “Aguirre, a Cólera dos Deuses”, 1973 de Werner Herzog, “O Homem de Ferro”, 1981 de Andrzej Wajda, “Koyaanisqatsi”, 1982 de Godfrey Reggio, “Adeus Meninos”, 1987 de Louis Malle, “Asas do Desejo”, 1987 de Wim Wenders, “Crimes e Pecados”, 1989 de Woody Allen, “Sonhos”, de Akira Kurosawa, “A Árvore da Vida”, 2011de Terrence Malick.

Filme B


O termo Filme B foi usado originalmente pelos cinemas dos grandes estúdios de Hollywood (esses cinemas não existem mais) para se referir a filmes destinados a serem a "outra metade" de uma sessão dupla, que geralmente apresentava dois filmes do mesmo gênero (faroeste, gangsters ou horror). Recebiam essa denominação as obras cinematográficas que geralmente conta com um orçamento modesto, um grupo de atores inexperientes, com seus defeitos, enredos fantásticos, mas cheios de furos, efeitos que mais parecem “defeitos” especiais, um enredo em geral de terror ou ação, histórias bizarras, muitas vezes de qualidade menor.
Tais filmes, mesmo com sua qualidade nula vêm, desde o início dos anos 80 conquistando legiões de fãs. O termo filme B continuam a ser usado no sentido mais amplo hoje, muitos filmes apresentam baixo orçamento, são os filmes feitas fora dos esquemas das grandes produtoras de hollywood, com um elevado grau de artesanato e criatividade estética.
Muitos cineastas e atores começaram as suas carreiras em filmes de baixo orçamento e conseguiram produzir alguns clássicos. Um dos nomes mais conhecidos é o de Roger Corman, que produziu e realizou filmes como ”O Homem dos Olhos de Raio X” de 1963 e “The Cry Baby Killer” de 1958, a série de filmes de terror baseados nas obras de Edgar Allan Poe, entre muitos outros e a ele se deve a revelação de nomes como Francis Ford Copolla, Jack Nicholson, Peter Fonda, Peter Bogdanovich. O diretor Ed Wood Jr. é celebrado como o gênio desse segmento, considerado o pior diretor de cinema. Aparentemente um cinéfilo apaixonado, mas sem real talento, ele produziu “Glen or Glenda”, de 1953 que trata do assunto tabu do travestismo, ou “The Violent Years” de 1953, com uma história improvável de uma gangue de moças adolescentes cometendo todo o tipo de crimes.


Ex: “Aqui Mando Eu”, 1937 de W.B. Eason, Buck Jones, “Centauros do Oeste”, 1942 de Howard Bretherton, ”Caravana do Oeste”, 1950 de John English, “The Brain that Wouldn’t Die”, 1962 de Joseph Green (O Cérebro Que Não Queria Morrer), “Santa Claus Conquers the Martians”, 1964 de Nicholas Webster (Papai Noel Conquista os Marcianos), “Attack of the 50 ft. Woman”, 1993 de Christopher Guest, (A Mulher de 15 metros de altura).

Filme Clássico



É “Da mais alta qualidade; modelar, exemplar”. Filme é clássico independentemente da época ou do tempo da produção ou até mesma da qualidade do filme, são todos clássicos aqueles filmes que marcam um época ou trazem uma inovação.
Um filme para se tornar um clássico, independe de sua produção, direção, bilheteria, premiação ou “idade”. Clássico faz parte da história do cinema é sempre lembrado, não sai de moda, continuam sendo assistido geração após geração.
Filmes clássicos registram e simultaneamente inventam a complexidade de seu tempo. Geralmente imortalizam os atores protagonistas, criam novas modas, tornam certas músicas famosas.
Clássico é um não a morte. Por perdurarem, ultrapassam o tempo e a finitude humana, possuem uma série de características que o tornam imortal.

Vejam esta cena singular de um filme considerado clássico, “Casablanca”, onde o patriotismo francês canta a Marselha, silenciando os soldados alemães, que invadiram e ocupavam pela força a França!

Ex: “Casablanca”, 1942 de Michael Curtiz, Encouraçado Potenkim, 1925 de Sergei M. Eisenstein, “Ben Hur”, 1959 de William Wyler, “Cidadão Kane”, 1941 de Orson Welles, “Cantando na Chuva”, 1952 de Stanley Donen, Gene Kelly, “Branca de Neve”, 1937 de Walt Disney, “Romeu e Julieta”, 1968 de Franco Zeffirelli.
Filme Cult


“Filme Cult” ou “Cult Movie” em inglês que traduzindo fica “Filme de Culto”, como é conhecido em Portugal é um termo coloquial para filmes que agregam grupos de fãs devotos. As características em um filme cult podem incluir uma trilha sonora, conter conceitos esotéricos, científicos, ser de  ficção ou conter personagens ou histórias estranhas.
O que faz um filme ser cult são seus fãs. Esses filmes não se preocupam em agradar ao grande público, não seguem fórmulas hollywoodianas de grande sucesso, na grande maioria das vezes, não interessam às grandes produtoras. No entanto, agradam um pequeno público de gosto peculiar e mais refinado, que tenta extrair a mensagem que o autor quer passar, e a utiliza como fonte de conhecimento, e as vezes até como filosofia de vida.
Os filmes cult são aqueles que geram uma "elite" de admiradores que se tornam aficcionados por esse filme, assistindo-o repetidas vezes, às vezes criando até clubes ou comunidades on line de fãs, independente de suas qualidades técnicas ou de sua bilheteria. 


Ex: “Blade Runner”, 1982 de Ridley Scott, “A Laranja Mecânica”, 1982 de Stanley Kubrick,  “Donnie Darko”, 2001 de Richard Kelly, “The Warriors”, 1972 de Walter Hill, “Zabriskie Point”, 1972 de Michelangelo Antonioni, “O Planeta dos Macacos”, 1968 de Franklin J. Schaffner, “Sem Destino”, 1969 de Dennis Hopper (Easy Rider), “A Ponte do Rio Kwait”, “Gandhi”.

Filme Épico


Filme épico é um gênero que retrata contos de grandes heróis, onde toda a história se baseia em apenas um personagem principal ou de um determinado povo. As formas narrativas sõ bastante objetivas, e seu alvo é  criar um mundo que se pareça com a realidade concreta. Filmes épicos são geralmente caracterizados por serem filmes medievais, documentários históricos e filmes de época.


Ex. “Ben Hur”, 1959 de William Wyler, “Spartacus”, 1960 de Stanley Kubrick, “Lawrence das Arábias”, 1962 de David Lean, “A Maior História de Todos os Tempos”, 1965 de George Stevens.

Filme Independente


Os filmes independentes consistiam em filmes com qualidade com produções de baixo orçamento feito por cineastas de estilos corajosos, enredos inusitados que expressam sua visão pessoal ao contrário do comercialismo vigente nas produções de Hollywood, dos grandes estúdios como a AOL Time Warner , Columbia Sony e Paramount, que fazem principalmente produções caras, com estrelas e muitos efeitos especiais.
Atualmente é muito mais complicado definir filmes independentes, uma época em que os orçamentos desses filmes subiram para os milhões e estúdios de Hollywood compraram as empresas de produção de filmes independentes, como a New Line , Miramax e  October.


Ex: “Nosferatu, Uma Sinfonia de Terror”, 1922 de FW Murnau,“THX-1138”, 1971 de George Lucas, “O Massacre da Serra Elétrica”, 1974 de Tobe Hooper, “Stranger Than Paradise”, 1984 de Jim Jarmusch, “Repo Man” de Alex Cox, 3. “O Exterminador do Futuro”, 1984 de James Cameron, “El Mariachi”,1992 de Robert Rodriguez, “Cidade de Deus”, 2002 de Kátia Lund, Fernando Meirelles.

Filme Mudo


É um filme que não possui trilha sonora de acompanhamento que corresponde diretamente às imagens exibidas, sendo esta lacuna substituída normalmente por músicas ou rudimentares efeitos sonoros executados no momento da exibição.  Visto que os filmes mudos não podiam aproveitar o som sincronizado para os diálogos, eram introduzidas legendas no filme para clarificar as situações para os espectadores, ou para fornecer diálogo crítico.


Ex: “O Nascimento de Uma Nação”, 1915 de D.W.Griffith, “Metropolis”, 1927 de Fritz Lang, “A General”, 1926 de Clyde Bruckman, Buster Keaton, “Luzes da Cidade”, 1931 de Charlin Chaplin, “Tempos Modernos”, 1936 de Charles Chaplin.

Filme Nonsense


É um termo nonsense - non (não) + sense (sentido) -, de origem inglesa, os filmes contem expressões ou situações ilógicas, absurdas, desprovidos de sentido ou de coerência. São filmes que mostram de algum forma o absurdo, algo sem qualquer ligação com a realidade, sem lógica.


Ex: de Kevin Smith “O Balconista 2”, 2006, de David Zucker e Jim Abrahams “Top Secret!”1984, “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu!” 1980 , de Terry Gilliam, Terry Jones, os geniais grupo inglês Monty Python com “A Vida de Brian”, 1979 (atrapalhado que nasceu no mesmo dia, hora e lugar que Jesus Cristo, a ponto de ser confundido, é de fazer chorar de rir), “Em Busca do Cálice Sagrado” 1975 (esse filme todo mundo deveria ser obrigado a assistir).

Filme Noir



O filme “Noir” vem do francês, “filme preto” os primeiros foram filmados em preto-e-branco é mais do que um gênero, um estilo visual. Por conta da segunda guerra, os estúdios - notadamente a Warner - se viram obrigados a economizar em energia, equipamentos, cenários e pessoal, o que involuntariamente ajudou a definir o gênero.
É marcado pela iluminação de alto contraste em preto e branco, as narrações em off e roteiros policiais antipáticos da literatura, derivado dos romances de suspense e dos filmes de terror da década de 1930. Foi usado pel primeira vez pelo crítico francês Nino Frank em 1946. Humphrey Bogart foi o maior astro desse tipo de filmes, interpretando detetives particulares adaptados das novelas policiais de sucesso.



Ex: “Relíquia Macabra”, 1941 de John Huston, “Gilda”, 1946 de Charles Vidor, “Crepúsculo dos Deuses”, 1950 de Billy Wilder,“Chinatown”, 1976 de Roman Polansky, “O Grande Lebowski”, 1998 dos irmãos Coen,“Batman Begins”, 2005 de Christopher Nolan.

Filme Sessão da Tarde



São filmes leves, os chamado – filmes famílias, pois foram escolhidos para passar em horário vespertino, sem muita violência e outros exageros. Produções que divertem, histórias, imagens e musicas para passar o tempo de bem com a vida. Filmes sem compromisso, sem muita profundidade e na maioria das vezes de ação. A Sessão da Tarde é a sessão de cinema mais conhecida da TV do Brasil, passa desde 1975 na Rede Globo, época onde não existia internet, nem canais de filmes e eles eram repetidos muitas vezes. Já foram exibidos grandes filmes, possuem uma diversidade muito grande de gêneros.


Ex: “Karatê Kid”, 1984 de John G. Avildsen, “As Patricinhas de Beverly Hills”, 1995 de Amy Heckerling, “Esqueceram de Mim”, 1990 de Chris Columbus, “Top Gun- Ases Indomáveis”, 1996 de Tony Scott, “Lagoa Azul”, 1980 de Randal Kleiser, “Free Willy”, 1993 de Simon Wincer, “Ghost”,1990 de Jerry Zucker, “Mudança de Habito”, 1992 de Emile Ardolino.


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