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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Fahrenheit 451- A temperatura na qual o papel do livro pega fogo e queima... de Ray Bradbury


Imagine uma época em que os livro configurem uma ameaça ao sistema, uma sociedade onde eles são absolutamente proibidos. Para exterminá-los, basta chamar os bombeiros - profissionais que outrora se dedicavam à extinção de incêndios, mas que agora são os responsáveis pela manutenção da ordem, queimando publicações e impedindo que o conhecimento se dissemine como praga. Para coroar a alienação em que vive essa nova sociedade, anestesiada por informações triviais, as casas são dotadas de televisores que ocupam paredes inteiras de cômodos, e exibem "famílias" com as quais se podem dialogar, como se estas fossem de fato reais. Este é o cenário em que vive Guy Montag, bombeiro que atravessa séria crise ideológica. Sua esposa passa o dia entretida com seus "parentes televisivos", enquanto ele trabalha arduamente para comprar-lhe a tão sonhada quarta parede de TV. Sua vida vazia é transformada, porém, quando ele conhece a vizinha Clarisse, uma adolescente que reflete sobre o mundo à sua volta e que o instiga a fazer o mesmo. O sumiço misterioso de Clarisse leva Montag a se rebelar contra a política estabelecida, e ele passa a esconder livros em sua própria casa. Denunciado por sua ousadia, é obrigado a mudar de tática e a buscar aliados na luta pela preservação do pensamento e da memória. "Fahrenheit 451" é não só uma crítica à repressão política mas também à superficialidade da era da imagem, sintomática do século XX e que ainda parece não esmorecer.

A obra de Bradbury descreve um governo totalitário, num futuro incerto mas próximo, que proíbe qualquer livro ou tipo de leitura, prevendo que o povo possa ficar instruído e se rebelar contra o status quo. Tudo é controlado e as pessoas só têm conhecimento dos fatos por aparelhos de TVs instaladas em suas casas ou em praças ao ar livre. Fahrenheit 451 é dividido em três partes: A lareira e a salamandra, A peneira e a areia e O clarão resplandecente. O livro conta a história de Guy Montag, que no início tem prazer com sua profissão de bombeiro, cuja função nessa sociedade imune a incêndios é queimar livros e tudo que diga respeito à leitura. Quando Montag conhece Clarisse McClellan, uma menina de dezesseis anos, ele percebe o quanto tem sido infeliz no seu relacionamento com a esposa, Mildred. Ele passa a se sentir incomodado com sua profissão e descontente com a autoridade e com os cidadãos. A partir daí, o protagonista tenta mudar a sociedade e encontrar sua felicidade.


Eu vi Fahrenheit 451 pela primeira vez há muito tempo na biblioteca da escola, não tive coragem de pegá-lo pelo simples fato do título ser esse. Ignorante, passei reto, pensando que era um livro sobre "Física" (Sim, você leu certo, FÍSICA!)
De uns tempos p/ cá, venho lendo muito livros distópicos, com ar "futurista" ou com críticas sociais...E Fahrenheit caiu sobre minha cabeça (graças a uma crítica maravilhosa que eu li) como uma benção, pois nele há todos esses elementos...E muito mais!
O livro teve várias versões, mas foi feito em meados da década de 50, com o fim recente da Segunda Guerra Mundial (e nos anos iniciais da Guerra Fria), o mundo estava "curando suas cicatrizes" e isso influenciou muito Bradbury.
Nesse "Futuro misterioso" que Bradbury nos apresenta, vemos a censura a várias coisas, mas, principalmente a leitura. Os bombeiros são agentes que invés de apagar, iniciam o fogo; fogo que vem dos livros apreendidos.
Ficamos absurdos com a ideia a princípio..."Queimar livros? Quem num futuro da Humanidade iria fazer esse ato primitivo? Impossível!"
Devemos nos lembrar dos acontecimentos na antiga Alemanha Nazista, onde queimavam pilhas livros, dos quais eles chamavam "inapropriados", ato no qual é chamado opressão anti-intelectual
Devemos nos lembrar que atualmente existe vários países (principalmente no Oriente) no qual é proibido certos livros. E isso já é uma amostra da "realidade" na obra de Bradbury.
O livro descreve a Tv  como " Várias Telas grandes" que ficam nas paredes, descreve fones de ouvidos como " Insetos que zumbem nos ouvidos", descreve aparelhos e engenhocas que na época nunca se ouvia dizer que existia, descreve com crítica explicita o consumismo, o valor que as pessoas dão na aparência, a alineação e manipulação causada pelo entretenimento moderno, a Grande Ignorância que as massas adquiriram. Em vários trechos há algo como a frase: " No começo, não era proibido, mas as próprias pessoas pararam de se importar, pararam de ler."
O que eu realmente fico impressionada, é que quando eu era pequena e  pegava a Enciclopédia do século XX eu ficava horas, folheando, admirada,  me perguntando como uma civilização podia mudar tanto em 100 anos...Como eu estava enganada!
Se, na década de 50 esta era uma visão "futurista", hoje em dia, o livro pode ser considerado uma Não-ficção. Não estou exagerando! Olhem em volta! Vocês veem como emissoras adotam métodos "Pão e Circo"? Como nossa Era sente repulsa a leitura? Como nossa tecnologia assusta? Como ao ligar a Tv as pessoas ficam entorpecidas?
O livro é uma crítica ao que Bradbury viu como uma crescente e disfuncional sociedade, a NOSSA sociedade.
Não estou dizendo de nenhum modo que devemos sair na rua e gritar: "É UMA CONSPIRAÇÃO! É UMA CONSPIRAÇÃO!"
Não! Pelo amor de Deus não! Esta é uma maneira errada de demonstrar as coisas, e não é assim que as coisas funcionam...

O livro, apesar de básico e pequeno, tem uma leitura forte e complexa; cheguei a me sentir mal em alguns momentos, ter pesadelos, e em outros estar prestes a chorar. Foi um livro muito forte p/ mim. Me identifiquei com a obra, adotei-a, transformei em minha "bíblia particular" e até p/ se separar dela foi difícil.
Bradbury criou um livro "tapa na cara"; seus personagens são frios e robóticos, ignorantes e apáticos...Mas surge uma luz, neste mundo sombrio.
O livro tem uma complexidade que é difícil até de descrever, há de certo modo pouca "profundidade" no tema, mas não chega ser um livro superficial.

Um pouco sobre os personagens:

Guy Montag é o bombeiro protagonista da história, ele que vai desencadear a verdade aprisionada a tanto tempo, nos primeiros cinco minutos de leitura você o vê apenas como um dos "robôs", acatando ordens, nunca se questionando e nem querendo saber também...  chega ser insosso. Depois, tira a venda dos olhos, vai raciocinando, percebendo o mundo estranho que vive, vai entrando em conflito consigo mesmo, se deve agir ou não... E isso leva o livro á consequências terrivelmente catastróficas.
"Queimar era um prazer"
"Era um prazer especial ver as coisas serem devoradas, ver as coisas serem enegrecidas e alteradas. Empunhando o bocal de bronze, agrande víbora esculpindo seu querosene peçonhento sobre o mundo, o sangue latejava em sua cabeça e suas mãos eram as de um prodigioso maestro regendo todas as sinfonias de chamas e labaredas para derrubar os farrapos e as ruínas carbonizadas da história.”


Mildred Montag é a esposa de Montag, ela é tão vazia, tão automática e sem graça que eu não consegui simpatizar com ela, já no começo, vemos o quanto ela é infeliz e sem emoção, e de como ela passa  pela história demostrando o quanto aquela sociedade é, ela é só mais uma dos robôs...

"-Os livros não são pessoas. Tu lês e eu olho à minha volta, mas não vejo ninguém!"

Clarisse McClellan é a vizinha de 17 anos de Montag, com uma participação pequena, porém, crucial, a garota curiosa que aprende coisas com o tio e vive lançando seus "Por quês" vai ser o instrumento de "clareza" nesta história tão confusa. Ela é o oposto de Mildred e uma "representante do que costumava ser normal". (Parece loucura, mas ela me lembra muito Luna Lovegood de HP)

" Raramente olho para a televisão mural, nunca vou às corridas ou aos parques de atrações.Por isso tenho muito tempo para pensar ideias esquisitas.Viu os cartazes de cem metros de comprimento no campo, à saída da cidade? Sabe que antes tinham apenas uma dezena de metros? Mas os carros vão tão depressa agora que tiveram de prolongá-los para que a publicidade conserve ainda o seu efeito."

Faber é um professor formado em Inglês destituído do seu cargo há 40 anos. Ele tem conhecimento que poucos tem neste mundo vazio, mas teme o Governo. Faber é o personagem que tenta ajudar Montag a encontrar uma solução p/ seu conflito.Sem falar que, Bradbury cita no epílogo que Faber é parte do nome de uma fábrica de lápis alemã, Faber-Castell.

“Entende agora por que os livros são odiados e temidos? Eles mostram os poros no rosto da vida. Os que vivem no conforto querem apenas rostos com cara de lua de cera, sem poros nem pelos inexpressivos. Estamos vivendo num tempo em que as flores tentam viver de flores, e não com a boa chuva e o húmus preto. Mesmo os fogos de artifício a pesar de toda sua beleza, derivam de produtos químicos da terra. No entanto de algum modo, achamos que podemos crescer alimentando-nos de flores e fogos de artifício sem completar o ciclo de volta à realidade.”  

Capitão Beatty é o chefe de Montag e do corpo de bombeiros. Um personagem incrivelmente complexo e misterioso. Ele sabe recitar grandes obras de cabeça, consegue "filosofar" e parece ser o único que "sabe do Sistema" mas vive na ignorância também. No epílogo, Bradbury revela que Beatty era um leitor ávido, mas tragédias em sua vida fizeram-no odiar livros.Ele também é o personagem com as falas mais marcantes e fortes:

“Não se pode construir uma casa sem pregos e madeira. Se você não quiser que construa uma casa, esconda os pregos e a madeira. Se não quiser um homem politicamente infeliz, não lhe dê os dois lados de uma questão para resolver; dê-lhe apenas um. Melhor ainda, não lhe dê nenhum. Deixe que ele se esqueça de que há uma coisa como a guerra. Se o governo é ineficaz, despótico e ávido por impostos, melhor que ele seja tudo isso do que as pessoas se preocupem se ele é ou não é. Paz, Montag. Promovam os concursos em que vençam as pessoas que se lembrarem da letra das canções mais populares ou dos nomes das capitais dos estados ou de quanto foi a safra de milho do ano anterior. Encha as pessoas com dados incombustíveis, entupa-as tanto com “fatos” que elas se sintam empanturradas, mas absolutamente “brilhantes” quanto a informações. Assim, elas imaginarão que estão pensando, terão uma sensação de movimento sem sair do lugar. E ficarão felizes, porque fatos dessa ordem não mudam. Não as coloque em terreno movediço, como a filosofia ou sociologia, com que comparar suas experiências. Aí reside a melancolia. Todo homem capaz de desmontar um telão de tevê e montá-lo novamente, e a maioria consegue, hoje em dia está muito mais feliz do que qualquer homem que tenta usar a régua de cálculo, medir e comparar o universo, que simplesmente não será medido ou comparado sem que o homem se sinta bestial e solitário. Eu sei porque já tentei. Para o inferno com isso! Portanto, que venham seus clubes e festas, seus acrobatas e mágicos, seus heróis, carros a jato, motogiroplanos, seu sexo e heroína, tudo o que tenha a ver com reflexo condicionado. Se a peça for ruim, se o filme não disser nada, estimulem-me com o teremim, com muito barulho. Pensarem que estou reagindo à peça, quando se trata apenas de uma reação tátil à vibração. Mas não me importo. Tudo que peço é um passatempo sólido.”


- Olha bem. Delicadamente como as pétalas de uma flor. Deita fogo à primeira página, depois à segunda. Cada uma se transforma numa borboleta negra. Acende a terceira página na segunda e assim sucessivamente, umas atrás das outras, capítulo por capítulo, todas essas noções absurdas que as palavras evocam, todas as falsas promessas, todas essas ideias em segunda mão e essas filosofias antiquadas morrerão.
-Montag, acredite-me: li alguns livros ao princípio para saber o que se tratava... os livros não contam nada. Nada em que possas crer ou ensinar aos outros. Se são romances, falam de seres que não existem, de produtos da imaginação. No caso contrário, ainda é pior. Cada professor trata o outro de idiota, cada filósofo grita mais alto que o seu adversário. Correm em todos os sentidos, obscurecendo as estrelas, extinguindo o sol. Sai-se daí completamente perdido. Que traições contém os livros!
[...] Abatamos o espírito humano. Quem poderá dizer qual será o alvo do homem que tem lido muito? Eu? Não suportarei sê-lo nem um minuto. Queimemos o livro. A serenidade, Montag, a paz. Liquidemos os problemas, ou melhor ainda, lancemo-nos no incinerador. [...] Não vaticinemos acerca dos indivíduos a golpes de inconsoláveis memórias. Esqueçamo-los. Queimemo-los, queimemos tudo. O fogo é brilhante, o fogo é limpo.  Vês Montag... todos temos que ser iguais. A única forma de sermos felizes é tornando todas as pessoas iguais.



Granger é o líder do grupo de intelectuais exilados que tentam preservar os livros que lêem memorizando-os. Ele é também o inverso de um personagem, neste caso, Beatty.

 (...) Apenas temos um fim, preservar os conhecimentos que nos serão preciosos um dia. (...) Transmitiremos oralmente o conteúdo dos livros aos nossos filhos e os nossos filhos, por sua vez, levarão o ensino aos outros. Muitos se perderão, é inevitável. Mas não se pode forçar as pessoas a ouvir.
-Ao todo quantos são vocês?
-Milhares pela estrada fora, pelos caminhos de ferro esquecidos, vagabundos por fora, bibliotecas vivas por dentro. (...) E quando a guerra acabar, um dia virá, próximo ou distante, em que os livros poderão ser escritos de novo, em que nós seremos convocados, um por um, imprimiremos então esses livros.


Amigas de Mildred (Sra.Bowles e Sra. Phelps) Não há outra maneira de descrevê-las a não ser  representam um retrato da sociedade adormecida; pessoas vazias, ignorantes e infelizes. A Sociedade doente de Fahrenheit 451.



Há versões para a Tv, mas eu não as vi, o único que eu vi foi o filme de 1966 feito por ninguém mais, ninguém menos que François Truffaut. Apesar do filme ser bom, o livro é mil vezes superior.
É o mesmo universo, só que muito da essência se esvaiu nesta adaptação.
Clarisse teve um rumo diferente, Mildred se chama Linda, o Sabujo não aparece, etc... Então sugiro o Livro, depois o filme.

Se vcs quiserem baixar, tem esse site bacana aqui ó.

Muitos projetos foram feitos p/ trazer um novo filme p/ as telas, foram, cogitados nomes como os de Brad Pitt, Mel Gibson, Tom Cruise e Tom Hanks, mas até agora, nada saiu do papel, infelizmente.


Este foi meu primeiro livro de contato com Bradbury e não poderia ter sido uma estreia mais grandiosa!
Vou continuar lendo suas obras!
Para quem não sabe, ele é autor de Crônicas marcianas também!

Eu poderia por várias músicas sobre o tema de Fahrenheit 451, das etéreas e belas da Florence and The Machine ou até as surtadas do Green Day, mas as que mais pegaram a essência propriamente dita foram essas: 
My Chemical Romance - Sing 



Cleaned up, corporation progress
Dying in the process
Children that can talk about it, living on the webways
People moving sideways
Sell it till your last days
Buy yourself a motivation,
Generation nothing,
Nothing but a dead scene
Product of a white dream
I am not the singer that you wanted
But a dancer
I refuse to answer
Talk about the past, sir
Wrote it for the ones who want to get away.
Keep running!



Arcade Fire - Deep Blue


We, watched the end of the century
Compressed on a tiny screen
A dead star collapsing and we could see
Something was ending
Are you through pretending?
We saw signs in the suburbs

You, could never predict it
That he could see through you
Kasparov, Deep Blue, 1996
Your mind's playing tricks now
Show is over, so take a bow
We're living in the shadows

"(...)Talvez esperava ver as suas expressões iluminadas do conhecimento que traziam dentro de si... mas estes homens eram iguais a todos os outros, fatigados de muito correrem, de muito procurarem, de muito terem visto destruir aquilo que amavam e que, agora, muito tarde, se tinham reunido para esperarem o fim da festa e a extinção das lâmpadas. Não estavam de todo certos de que a sua sabedoria iluminasse cada uma das madrugadas do futuro com um brilho puro; não estavam certos de nada a não ser do fato que os seus livros repousavam classificados nas suas cabeças. Enquanto caminhavam, Montag olhava cada um por sua vez.
-Não julgue um livro pela sua capa - disse um deles"



Este post é uma homenagem à Ray Bradbury, um grande escritor de ficção científica, que morreu Junho deste ano, aos seus 91 anos.

Ray viveu seus últimos anos vendo a expansão tecnológica, a Internet, seus Iphones e Ipads... Vendo que, afinal, sua obra tinha certas previsões...

"Escrevendo Fahrenheit 451, eu pensei que estava descrevendo um mundo que talvez “aconteceria” em 4 ou 5 décadas. Mas a algumas semanas atrás, numa noite em Beverly Hills, um casal passou por mim caminhando com seu cachorro. Eu fiquei olhando para eles, absolutamente pasmo. A mulher segurava em uma mão um rádio, em forma e tamanho mais ou menos de um pacote de cigarro, com uma antena balançando. Dele saía um minúsculo cabo de cobre que terminava em um delicado fone em forma de cone ligado na sua orelha direita. E ela ia "voando", sonâmbula, esquecida do homem e do cão, escutando à novela que tocava no rádio, guiada por seu marido que provavelmente não estava nem aí. Isso não era ficção "

Descanse em paz, Ray.

Sei que ficou um post muito grande e que provavelmente vcs pararam de ler faz tempo, desculpe por isso.
Até a próxima! :)
(Andy)

9 comentários:

  1. Lindo!!! Lindo!! Despertou minha vontade de ler o livro!! Amo ler livros aonde se critica a sociedade, pois nos faz repensar sobre muitas coisas!! Esta no topo de minha lista de "livros para ler"!! Obrigada pela dica Andy!!!

    (Lizzie)

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  2. nossa garota!! parabens!! como e bom saber que ainda existem adolescentes com um cerebro que funciona, estou muito feliz em te conhecer!! nem tudo esta perdido neste mundo!! seu texto e surpreendente, rico em detalhes, muito bem escrito e estruturado. sem mais delongas, perfeito!! um grande beijo. carla obs: se vai longe menina.

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  3. "sensação de movimento sem sair do lugar"....algo profundo e denso!!! preciso entrar no mundo, gostei de aprender, foi uma bela introdução!!!

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  4. Que belo post Andy, você escreve com muita convicção e qualidade. Não conhecia essa obra aí mas me identifico muito com o assunto. Gostaria de ver um bom filme mais atual sobre isso. Ei, só uma ideia, acho que você deveria atualizar postando a data de publicação do livro original.
    P.S. Adorei as suas críticas.
    Beijos e parabéns pelo post!

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    Respostas
    1. Valeu Ze´! eu não pus a data direito pq existe várias versões, até de teatro! mas, se eu não me engano a versão q eu li é de 1953

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